O rótulo é o problema

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Há cerca de 10 anos atrás se iniciou uma onda de alimentos saudáveis. Fabricantes de guloseimas como biscoitos, balas e salgadinhos, dentre outros, têm buscado alternativas para tentar se livrar do titulo de “vilões” e inimigos da boa forma.  Da noite para o dia, muitos produtos passaram a contar com sais minerais, vitaminas e outros nutrientes, adotando o rotulo de saudável apenas para inclusão na classe dos “alimentos funcionais”.

Não há nada errado em combinar nutrientes em alguns produtos para torná-los mais saudáveis, como forma de prevenir doenças – adição de vitamina D ao leite evita problemas ósseos nas crianças; adição de iodo ao sal previne o bócio.  O problema ocorre quando o anúncio desses ingredientes mascara outras substâncias contidas nos produtos, como sal, açúcar e gorduras em excesso, podendo levar a males no organismo da criança que está em desenvolvimento.

Desde o inicio de 2009 autoridades americanas de saúde e defesa do consumidor tem apertado o cerco junto aos fabricantes de alimentos funcionais justamente pela promessa que os rótulos carregam, levando em muitos casos ao engano do consumidor.

No Brasil a regulamentação desse tipo de publicidade é mais rigorosa, pois todos os produtos devem ter seus rótulos aprovados pela ANVISA. No entanto, situação semelhante começa a ocorrer por aqui também.  Dessa forma, ressalto a importância de sempre ler todo o rótulo identificando os ingredientes contidos no produto.


Fonte: Revista Exame – no 23 / ano 43 / edição 957 – (02/12-2009)

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