Propaganda de alimentos infantis na berlinda

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As entidades de defesa do consumidor estão de olho na publicidade da indústria alimentícia para atrair o público infantil. Brindes e jogos são usados, muitas vezes, como estratégia de marketing para atrair as crianças para alimentos ricos em açúcar, gorduras e sal. É o que mostra reportagem de Nadja Sampaio, publicada na edição deste domingo do jornal O GLOBO.

Na próxima terça-feira (10/03), o Instituto Alana e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) realizam uma mesa-redonda para debater as estratégias de marketing voltadas para crianças. No dia 15 de março, Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, as 220 organizações membros da Consumers International (CI) farão um comunicado unânime pedindo a aprovação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de um código internacional que acabe com a comercialização de alimentos com altas doses de açúcar, gorduras e sal dirigidos ao público infantil.

De acordo com a coordenadora de educação e pesquisa do Instituto Alana, Laís Pereira, explica que até os 12 anos a criança ainda não tem o pensamento crítico formado e acredita em tudo o que a publicidade diz. E, até os quatro anos, a criança não distingue o que é publicidade do que é o conteúdo de um programa.

MP quer suspender venda de lanche com brinquedo

O Ministério Público Federal de São Paulo recomendou esta semana que McDonald’s, Bob’s e Burger King suspendam a venda de brinquedos em lanches.

– Lugar de brinquedo é em loja especializada, não na lanchonete. Fiz a recomendação com base do Código de Defesa do Consumidor e no Estatuto da Criança e do Adolescente, que limitam a persuasão sobre as crianças – afirma o procurador Marcio Schusterschitz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que possui um posicionamento favorável à causa. Em 2006, a Anvisa fez uma proposta de resolução para limitar a propaganda de alimentos para crianças, que atualmente está na fase das audiências públicas, ainda sem data marcada.

Para o diretor de informação do Idec, Carlos Thadeu, a recomendação do procurador deveria ser estendida a todas as redes de fast food que vendem brinquedos.

Fonte: O Globo – 07/03/09

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