Projeto une Turma da Mônica e meio ambiente no Conjunto Nacional

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Até 15 de junho, crianças de 3 a 10 anos podem brincar com a Turma da Mônica no projeto Eco Alegria, criação da Maurício de Sousa Produções que o Conjunto Nacional trouxe a Brasília. “É um evento inédito para nós”, entusiasma-se a coordenadora de marketing do shopping, Cíntia Tristão. A oportunidade agrada aos pequenos. Há quem chore na hora de ir embora. “Um menino fez birra, o pai teve de prometer que daria sorvete e ele ainda saiu chorando”, conta a monitora Késsia Cristine Coelho, universitária de 22 anos.

O escorregador Baleia de Rolinhos é uma das atrações: “Parece que a gente está descendo uma escada de rolinho”, comparou Maria Clara Coelho, 8 anos. O Bola ao Cesto Reciclável incentiva os meninos a jogarem bolinhas no cesto da cor correspondente, respeitando as indicações de metal, plástico, papel e vidro. No brinquedo Jogando Contra a Sujeira, um canhão de ar dispara bolas que devem atingir a boca de uma nuvem, mas o temível Capitão Feio faz de tudo para interromper essa trajetória. No Despoluidor, a missão dos pequenos é ajudar a limpar o rio.

“Essa brincadeira exige mais coordenação motora e é apropriada para crianças maiores”, orienta Késsia. Por último, Força no Pedal procura mostrar quanta energia é necessária para fazer funcionar equipamentos como torradeira, microondas e chuveiro. A organização do evento providenciou sete monitores para dar conta da multidão infantil que corre, brinca e sua. “Recebemos, em média, 250 crianças por dia. Em 17 de maio, registramos 340”, informou a coordenadora, acrescentando que parte da renda será doada para a Abrace, que ampara portadores de câncer infantil.

“O projeto é lúdico, mas envolve conscientização”, opinou Marksineyva da Costa Borges Fusaro, sugerindo que os monitores dêem mais explicações. Ela foi com o marido, os filhos Vitor, 8 anos, e Giulia, 5, e a vizinha Selma dos Santos Andrade, com Antônio Vitor, 7, e João Gabriel, 3. Antônio Vitor era dos poucos que brincavam com o quebra-cabeças com imagens de animais. “Gosto do peixe-boi e do flamingo”, disse o menino, segundo a mãe acostumado à leitura. “Depois daqui, ele já pediu para ir à livraria”, contou, com satisfação.

O público-alvo só não se entusiasma ao enfrentar duas filas: uma para comprar ingresso e outra para entrar. “Estamos há meia hora esperando”, afirmou Rafael de Carvalho, tentando entreter Pedro Paulo, de 5. Akyel Nascimento, da mesma idade, era outro que aguardava impacientemente, como qualquer criança. “Estamos há 30 minutos na fila”, reclamou o pai, Jayran Nascimento.

Fonte: Correio Braziliense – 01/06/2008

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