Pesquisa revela opinião dos pais sobre publicidade infantil

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O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, encomendou uma pesquisa junto ao Datafolha para medir a percepção dos pais com  filhos entre 3 e 11 anos completos sobre alguns aspectos das propagandas direcionadas às crianças.

A pesquisa foi apresentada à imprensa no dia 16 de março, no encontro para jornalistas que ocorreu no 3º Fórum Internacional Criança e Consumo.

Além da apresentação da pesquisa à imprensa, os jornalistas participaram de um debate sobre consumo infantil, com a presença de Benjamin Barber , Susan Linn e Helio Mattar .

O Fórum, que aconteceu entre os dias 16 e 18 de março, no Itaú Cultural, tratou de três temas-chaves: Honrar a Infância, Refletir o Consumo e Brincar.

Pesquisa Datafolha

O levantamento foi realizado na cidade de São Paulo entre 22 e 23 de janeiro de 2010. Foram ouvidos 411 pais e mães de todas as classes econômicas, com destaque para a classe C, que correspondeu a 52% dos entrevistados. A margem de erro é de 5 pontos percentuais.

Algumas conclusões da pesquisa:

 Pedido dos filhos:

– Sete em cada dez pais entrevistados afirmaram serem  influenciados pelos filhos na hora da compra. Maior incidência entre os homens.

– Para os pais, o maior influenciador dos pedidos dos filhos, entre sete itens estimulados,são as propagandas (38%). Em seguida estão os personagens ou filmes e programas de TV (18% e 16%, respectivamente).

 Restrições ao marketing e à publicidade:

 – 73% dos pais concordam que deveria haver restrição ao marketing e propaganda voltada às crianças.

– O consumismo infantil, a disponibilidade de dinheiro, as questões relativas à alimentação, sexo e violência são os principais argumentos dos entrevistados que disseram que deveria haver restrição às propagandas.

Alimentação:

 – Preocupação dos pais: Evitar a exposição à violência (80%) e ter uma alimentação saudável (75%), foram apontadas como as principais.

 – Pedidos dos filhos:Os pais apontaram, espontaneamente, alguns pedidos que os filhos costumam fazer – as guloseimas foram as mais mencionadas: chocolate/bala/chiclete/doce/bolacha – 43%; bolacha salgada/salgadinho – 34%; sorvete – 32%.

 – Os pedidos mais frequentes são observados nas duas faixas etárias estudadas (de 3 a 7 e de 8 a 11 anos completos), mas os percentuais são mais altos entre os mais novos.

– Frequência de consumo:  bolachas (82%), refrigerantes (70%) e salgadinhos (64%) são alimentos consumidos algumas vezes por semana,  pelas crianças de 3 a 11 anos.

– Influência de estratégias de marketing: Estimulados a responder se concordavam ou não com a frase “A oferta de prêmios e brindes influenciam a escolha do produto/ alimento pelo(s) meu(s) filho(s)”, 75% dos pais concordaram.

Fonte: www.itu.com.br

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Nosso comentário:

A publicidade de produtos para crianças pode ser feita para produtos não saudáveis (o que é reprovável) e para produtos saudáveis. Nos Estados Unidos, um programa de nutrição infantil sugerindo o consumo de leite utiliza a publicidade como importante ferramenta. As restrições não deveriam ser feitas apenas sobre a propaganda, mas sobre os produtos que podem gerar malefícios.

A publicidade voltada a crianças já é regulada pelo Conar, Código de Defesa do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outras normas e leis.

A rejeição dos pais deve-se ao uso da publicidade para promover produtos não saudáveis e ao uso exagerado de brindes. Esta forma de uso da publicidade e dos brindes não é recomendável.

Além de promover produtos que realmente beneficiem as crianças, as empresas devem recorrer a ações que também eduquem e conscientizem. Além disso, é dever dos pais impor limites e evitar excessos no comportamento das crianças.

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