Na pegada ecológica

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Desenvolvimento Sustentável na Moda

Além dos créditos de carbono, as ecobags são a bola da vez em se tratando de atitudes ecologicamente corretas. Falando diretamente em termos de moda, os créditos de carbono ficarão de lado. Já as ecobags – sacolas para substituir as plásticas dadas em supermercados – ganham páginas e páginas na mídia. Tudo para tornar hábito comum ir às compras e levar a própria sacola.

Para amarrar esses e outros conceitos há uma designação: ecofriendly. O termo aplica-se às atitudes, já ditas, ecologicamente corretas, tomadas por empresas ou pessoas. Atesta que essas empresas ou pessoas agem em concordância com o que há de mais, digamos, “atitude verde”, uma espécie de simpatizante da causa.

Nas marcas infantis despertam cada vez mais a necessidade de adequação ao tema. Cada marca adere à maneira que lhe convém. Desde sua criação a Pistache & Banana utiliza algodão orgânico para a fabricação de suas peças. O algodão é livre de agrotóxicos e insere-se no contexto do Comércio Justo onde há remuneração adequada ao pequeno produtor de algodão, geralmente de comunidades rurais. Logo, o conceito ecofriendly é mais do que justo.

A PUC, por exemplo, inseriu em sua última coleção camisetas com os dizeres “plante” e deu de brinde sementes para as crianças plantarem suas próprias árvores. Junto à mídia impressa houve um bom trabalho de marketing. A Boo por sua vez mantém uma linha à parte da coleção habitual onde as camisetas trazem dizeres relativos ao tema. Essas mensagens – por vezes subliminares – são parte importante na fomação da criança, pois despertam aos poucos uma preocupação com o meio ambiente e um consumidor mais consciente. Afinal de contas os temas recorrentes do universo infanto-juvenil costumam ser sempre pré-definidos: esportes radicais, cultura de rua, princesas, bonecas, etc.

Na última edição da FIT, a marca Camú Camú apresentou sua linha ecológica com peças fabricadas com tecidos desenvolvidos com fibras de poliéster, muito mais finas, obtidas a partir da reciclagem de garrafas pet.

Nota-se que a gama para explorar esse conceito é muito grande e as possibilidades, muitas. Atrela-se a tudo isso, uma cartela de cores condizente com o tema, matérias-primas de qualidade e com “conceito verde” e a preocupação com o bem-estar dos pequenos consumidores.

Os fabricantes de tecidos planos e malhas por sua vez já utilizam há tempos esse conceito. Malharias fabricam malhas feitas de fibra de bambu que possuem fácil absorção da umidade e proteção contra raios UV. Tecelagens de tecidos planos utilizam garrafas PET na composição de suas sarjas e jeans.

As lavanderias não ficam para trás. Há algumas temporadas, o Denim Bruto vem se destacando nas coleções, já que não sofre processo de lavagem, pode representar uma grande economia de água e energia para a empresa e para o meio ambiente. Assim como a lavagem da peça através da técnica de ozônio (utilizada para remoção de cor e envelhecimento do jeans e outros tecidos), que utiliza como agente apenas água ozonizada, em temperatura ambiente e livre de resíduos poluentes.

Fonte: Brasil Fashion – 07/03/08

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