Multinacionais devem adequar propaganda infantil

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Na semana passada, o Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, entregou a representação “Compromisso público de 13 empresas a não anunciar para crianças e seu descumprimento no Brasil” ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça.

O documento apontou que, nos Estados Unidos, as 13 multinacionais – Burger King, Cardbury Adams, Campbell Soup, Coca-Cola, ConAgra, General Mills, Hershey, Kraft, Kellogg, Mars, McDonalds, PepsiCo e Unilever – têm restrições à publicidade direcionada às crianças. Já, no território brasileiro, as filiais – exceto ConAgra (que não existe no Brasil), General Mills e Mars – têm publicidade voltada ao público infantil.

De acordo com a peça, a partir de 2006, as empresas começaram a desenvolver códigos de auto-regulamentação que, em linhas gerais, determinam restrições de publicidade dirigida a crianças menores de 12 anos. Em nota à imprensa, em maio deste ano, a Coca-Cola anunciou que até o final de 2008 restringirá a publicidade para crianças menores de 12 anos em todo o mundo. A PepsiCo também firmou esse compromisso.

Para isso, as gigantes assinaram o código do International Council of Beverages Associations (ICBA) que prevê o fim da publicidade de refrigerantes para crianças de até 12 anos. Para o Projeto Criança e Consumo, há uma contradição na conduta dessas empresas que aplicam os códigos nos EUA e não o fazem no Brasil.

Segundo a coordenadora geral do Criança e Consumo, Isabella Henriques, a postura ética dessas companhias está em xeque. “Essas multinacionais têm uma conduta no exterior e outra no Brasil. Por causa disso, devemos exigir que elas entendam e respeitem o mercado brasileiro como o americano”, diz.

A representação “Compromisso público de 13 empresas a não anunciar para crianças e seu descumprimento no Brasil” foi entregue na última quinta-feira (26/6) ao Ministério da Justiça e pede para que o órgão público faça com que as multinacionais coloquem seus respectivos códigos em prática no Brasil.

Fonte: Consumidor Moderno – 03/07/08

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