Mercado brasileiro de refrigerantes é o 3º do mundo.

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Com a melhora da situação econômica do país e a estabilização, que trouxe a retomada do consumo, o setor registrou em 2004 a maior expansão desde 1977: 5,5%, o que representou mais de 12 bilhões de litros, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes – Abir.

O segmento de refrigerantes carbonatados movimenta hoje R$ 12 bilhões por ano no país e o Brasil continua sendo o terceiro maior mercado de refrigerantes no mundo. Em 2005, o setor de refrigerantes continuou avançando, ou seja, mais e mais brasileiros passaram a ter referigerantes em suas mesas. O gasto médio das famílias brasileiras com refrigerantes teve um incremento de mais de 4% no ano passado. As maiores preferências ainda continuam caindo sobre os segmentos de colas e guaranás, tendo a Coca-Cola como a principal companhia do país, que vem registrando crescimento contínuo nos últimos 12 meses.

Até mesmo as tubaínas, embora tenham tido uma grande queda de participação de mercado recentemente, formam um segmento que tem avançado vertigiosamente, especialmente depois do desenvolvimento da garrafa PET, que democratizou a tecnologia de fabricação dos refrigerantes.

Em se tratando de sabores, o segmento diet/light foi o que mais cresceu nos últimos anos, apresentando crescimento de 29%, embora ainda representem uma pequena parcela das vendas inferior a 10% .

O maior duelo do mercado de refrigerantes tem sido mesmo entre as duas eternas rivais: a Coca-Cola e a Pepsi. A primeira vem fazendo um lançamento atrás do outro. Já a Pepsi tem uma participação de mercado menor, lança menos produtos, mas não abre mão da inovação. No final de 2005, duas grandes novidades foram lançadas pela Coca-Cola. A primeira foi a apresentação da garrafa “contour” na versão alumínio. A Embalagem é uma ação mundial da companhia que tem o foco voltado para um nicho específico: os jovens que frequentam casa noturnas e podem pagar caro por uma embalagem especial. Para se ter idéia nos últimos dois anos, a Coca-cola criou mais de 15 embalagens em um portfólio de 18 tipos de produtos. Foi responsável ainda por trazer de volta as embalgens retornáveis para atingir as classes mais baixas e lançou no mercado produtos com diversos tamanhos, com as garrafas PET de dois litros e três litros. Aproveitando o aquecimento das vendas no final do ano, a Coca-Cola repetiu a estratégia do Natal de 2004, colocando no mercado garrafas vestidas de dourado e com tamanhos de 2,75 litros e de três litros. A empresas ainda tem apostado na inovação, a exemplo dos lançamentos da Fanta Mix (laranja e tangerina) e Sprite Zero. Também vêm investindo em produtos não-carbonatados, como a água mineral Bonacqua, o chá Nestea e o Kapo, voltado para o público infantil.

Com participação de 12% do segmentos de colas e 6% no mercado de refrigerantes, a Pepsi tem cartas na manga. A empresa foi a primeira a lançar, em 2002, um refrigerante cola com toque de limão, através do qual a empresas conseguiu aumentar em três pontos percentuais a sua posição no mercado total de refrigerantes. O seu Twist, desenvolvido por brasileiros e testado no laboratório de pesquisa da Pepsi nos Estados Unidos, chegou antes da Coca-Cola light lemon, lança somente em 2003. Depois do limão, nas versões light e normal, a Pepsi inventou também ao colocar no mercado, em 2004, a Pepsi X – uma mistura de refrigerante cola com energético, bem como ao entrar no segmento PET, com unidade de dois litros. Além disso, a marca criou em 2003 a embalagem de dois litros com a famosa “pegada” para facilitar o manuseio da garrafa. No final do ano passado, a Pepsi ainda inventou ainda mais forte, o Twistão, que tem edição limitada. A nova Versão veio no rastro do sucesso alcançado com Pepsi Twist. Líder do segmento de cola com limão, a Pepsi aumentou de 74% para 76% seu volume no último ano. O lançamento reforça, mais um vez, a plataforma de inovação da Pepsi. O refrigerante está disponível na versão regular em lata de garrafa de 600 ml, revestida com sleeve, ou seja, mais uma novidade de Pepsi para chamar a atenção dos consumidores.

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