LEGO se reinventa, inspira e atrai novos consumidores

Tempo de leitura: menos de 1 minuto

Saiu uma reportagem muito interessante no Mundo do Marketing sobre a Lego.

Veja, a seguir, trechos da reportagem, com a qual contribuí com algumas informações e análises.

As mudanças no comportamento do consumidor também atingem as
crianças e as empresas voltadas para este público estão percebendo este
movimento. Responsável por grande parte das brincadeiras das crianças
dos anos 1990, a LEGO se reinventou para continuar alimentando a
criatividade dos pequenos nos próximos anos. Sucesso absoluto de
outrora, hoje a marca povoa a mente de arquitetos e é objeto de desejo
de colecionadores em todo o mundo.

Brincadeira educativa
Apesar de estar associada à diversão e brincadeiras de crianças, a LEGO
também está ligada à educação dos seus pequenos consumidores. LEGO
Educacional é um braço da empresa no Brasil que oferece kits para os
educadores usem o produto nas salas de aula. Segundo Robério Esteves, no
Brasil, já existem escolas públicas e privadas que tem aulas que
utilizam o brinquedo. “As peças de LEGO fazem com que a criança
concretize o que aprende na teoria”, afirma o principal executivo da
empresa no Brasil. Explica-se: Em uma aula de física, os alunos
constroem o carro e a rampa e a LEGO oferece um motor que, através de
um computador descobre qual a força que deve ser usada para que o
carrinho suba a rampa.

O brinquedo continua com o conceito de montar e desmontar, com forte
apelo criativo e de desenvolvimento da coordenação motora das crianças.
Porém, não há como fechar os olhos para novas oportunidades. “Muitos
kits LEGO carregam motores ou softwares para, através do computador,
dar movimento à construção feita”, diz o executivo. “A simplicidade foi
um segredo do sucesso da LEGO no início. Com o tempo, eles souberam se
atualizar de uma forma muito interessante, desenvolvendo variações em
cima do brinquedo como temas, produtos específicos para cada faixa
etária, que acho interessante para todas as empresas do setor
infantil”, complementa Arnaldo Rabelo, especialista em Marketing
Infantil.

Para desenvolver o projeto LEGO Educacional a empresa definiu o
mercado de atuação – escolas e estudantes – e buscou empresas
especializadas para realizar a distribuição. Desta forma LEGO separa o
braço educacional dos produtos tradicionais. Ou Lego Educacional e
varejo. “Atuamos também no mercado educacional tecnológico. Os kits são
diferentes, mas o conceito é o mesmo. Por isso eles possuem um manual
de orientação para o professor ou orientador”, conta Estevez.

Pequenos na web
Mesmo sem uma versão brasileira do site LEGO, a marca investe em
internet no Brasil. Prova disso é que a empresa realizará a ação
“Desafio de Construção LEGO City”. O objetivo será convidar a criança a
construir um caminhão, fotografar e colocar no site LEGO. Após uma
seleção dos 10 melhores, o público votará na melhor construção e o
vencedor participará do comercial da LEGO City que será veiculado em
setembro.

Mesmo com a mudança de comportamento das crianças, a LEGO percebeu
que os pequenos ainda não assumiram o controle das compras feitas pelos
seus pais. Isto fez com que a marca conseguisse se manter competitiva.
“A LEGO investiu nas novas tecnologias de uma forma adequada às
crianças e todo movimento das empresas tem que partir do entendimento
da criança e dos pais, porque eles vão aprovar o tipo de brinquedo e
decidir o que comprar”, aponta Rabelo.

Grandes consumidores e consumidores grandes
Com crescimento de 21% registrado em 2008, a LEGO se manteve na média
dos últimos anos, entre 15% e 20%. Talvez uma das razões para a média
mantida nos últimos anos seja a variedade de produtos e também dos
consumidores dos brinquedos LEGO. “Temos linhas divididas por faixa
etária e por temas também. Para o público mais velho as construções vão
ficando mais complexas e mais difíceis”, explica o executivo da LEGO no
Brasil.

Outra forma de atrair receita para a empresa é o licenciamento de
outras marcas como Lego Racers – Ferrari, LEGO Star Wars, LEGO Batman,
entre outros. A marca também faz promoções em parcerias com marcas como
Nestlé, McDonald’s, entre outras. LEGO realiza parceria com a Lucas
Film há dez anos e esta hoje é uma das linhas com melhores resultados
para a marca.

Apesar dos consumidores barbados terem sua importância no mercado de
vendas da empresa de brinquedos, não existe planos voltados para este
público. “Nenhuma linha LEGO é feita para adultos. O foco é sempre na
criança. Sabemos que muitos adultos acabam brincando e colecionando
produtos da marca. Criaram até um grupo de colecionadores fanáticos por
LEGO, o LUG, e já existe em vários países e nós reconhecemos”, conta.

Montagem dos planos
A LEGO realizou uma exposição de arquitetura em diversos
países. Neste evento, arquitetos famosos tiveram que construir a casa
do futuro com LEGO. No Brasil, a marca apóia uma artista plástica que,
com a ajuda do público, faz montagens com LEGO no corpo. Sucesso em
países como Dinamarca, Inglaterra, EUA e Alemanha, o Parque Legoland
tem como foco entreter famílias com “minilands” e com construções
feitas com LEGO.

Segundo Esteves o Brasil está nos planos da marca para futuros
parques e lojas. “Aqui no Brasil já fizemos grandes construções dentro
de shoppings. Nosso objetivo é fazer com que LEGO seja reconhecida pela
família como uma marca de confiança que leva diversão, aprendizado e
desenvolvimento para a criança.

“A LEGO é uma empresa que se preocupa em manter forte sua marca. Não
busca apenas gerar conhecimento através de publicidade de massa. É
importante ser relevante para o público, ser considerado importante”,
afirma Arnaldo Rabelo.
Esperamos que a criança veja LEGO como um
produto para se divertir, o que acontece hoje. “O objetivo é continuar
trabalhando firme nisso e entrar em um número cada vez maior de lares”,
completa Robério Esteves.

Fonte: Mundo do Marketing (Thiago Terra) – 01/07/09

Comments

comments

Comments

comments