Kyly – uma história de sucesso

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História da Kyly mostra como nasce uma idéia de sucesso. Veja como um sonho pode se tornar realidade a partir da especialização.

Já na entrada da loja de fábrica, em Pomerode, a Kyly mostra a que veio. Motivos infantis e atrações para os pequenos estão em todos os cantos. Árvores, bonecos até os computadores ficam à disposição das crianças para acesso ao site da marca – desenvolvido especialmente pra elas. Mais do que um foco em malharia infantil, o diretor presidente, Salésio José Martins, explica que o segmento é uma vocação da empresa que nasceu antes mesmo do início da produção.

Hoje, a Kyly está entre as cinco maiores malharias infantis do país. O faturamento chega a R$ 81 milhões, com uma produção anual de 9,6 milhões de peças, 65% delas de forma terceirizada. E é a terceirização uma das grandes apostas da empresa. Dos 1.600 funcionários, 700 (43%) são terceirizados. “Estamos em processo de transição para esse modelo de negócio”, explica Salésio. Os primeiros resultados são positivos. Em 2006, a Kyly cresceu 15% em termos de faturamento. As previsões para 2007 são repetir o desempenho. O grupo Kyly é composto de duas empresas distintas: a malharia e a KaTextil, beneficiadora têxtil. Somados os dois faturamentos, a receita chega a R$ 94 milhões.

Em 1985, a empresa tentou entrar no mercado de confecções adultas, mas não obteve o êxito que encontrou na malharia infantil. Outras tentativas foram feitas até que, há 12 anos, optou-se por direcionar os esforços para a marca voltada às crianças. “O potencial criativo sempre foi o maior destaque da empresa e dos profissionais envolvidos na criação, então desenvolvemos uma personalidade própria, totalmente voltada para as crianças”, explica Salésio. “Quando iniciamos nosso trabalho como faccionistas, já ambicionávamos ter uma marca de roupas infantis e o nome Kyly estava escolhido”.

Mas não só de contratação de terceiros vive a Kyly. A KaTextil foi fundada e incorporada ao grupo como prestadora de serviços para outras companhias. A empresa, cuja sede fica em Rodeio, trabalha com beneficiamento têxtil – tecelagem, tingimento, acabamento, estamparia rotativa, assessoria técnica e laboratórios. Salésio afirma que, em 2006, a KaTextil faturou R$ 13 milhões, quase 14% do total do grupo.

MERCADOS
Embora as duas plantas sejam em Santa Catarina, São Paulo lidera na lista dos estados que mais consomem as roupas da marca, com 35% de participação. “O estado é o grande centro atacadista do país, o que justifica essa larga escala das vendas”, explica o diretor-presidente. Logo depois dos paulistas, aparecem os três estado do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Também com uma grande representação aparece o mercado internacional. “Em 2006 exportamos R$ 7 milhões”, destaca Salésio. No exterior, o papel de centro de distribuição para lojistas é ocupado pela Espanha, considerado local estratégico na Europa. Também estão entre os grandes compradores da Kyly internacionalmente Grécia, Portugal e países Árabes, da América Latina e América Central.

MUNDO ENCANTADO
Inaugurada em agosto de 2003 e incorporada no roteiro turístico da região de Pomerode, a loja do Mundo Encantado Kyly foi construída para oferecer divertimento às crianças e comodidade nas compras dos adultos. São cerca de 270 metros quadrados, que receberam investimentos de R$ 550 mil para tornarem-se referência em termos de lojas temáticas.

Tudo foi pensado para encantar a criança. No teto, um céu cheio de nuvens e no único pilar da loja uma árvore assinada pelo artista plástico Marcos Datsch. No tronco, computadores que permitem a navegação no site do Clubinho Kyly e no alto da estrutura monitores do circuito e câmeras de segurança mostram onde estão as crianças.

MARKETING DIRECIONADO
Um dos grandes destaques da Kyly fica por conta das ferramentas de marketing utilizadas pela empresa. Para atingir diretamente o público alvo, a empresa desenvolveu o Clubinho Kyly. “Foram criados cinco personagens que são protagonistas das histórias em quadrinhos e das brincadeiras que são enviadas trimes-tralmente para cerca de 70 mil crianças que se cadastraram pelo site”, explica Michele Martins, gerente de marketing da empresa.

Além de aproximar a marca do público, as revistinhas permitem o mapeamento dos consumidores, para que as demais iniciativas de marketing atinjam diretamente as regiões que possam trazer resultados. “Além de dis-ponibilizarmos brincadeiras e histórias para
as crianças, podemos qualificar e quantificar nosso público”, finaliza a gerente.

Veiculações em canais direcionados ao público infantil também fazem parte dos planos da Kyly para a nova coleção, que será lançada em maio na Texfair.

Fonte: O Barriga Verde

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