Kid Power 2008 – dia 3

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No dia 28 de agosto, a conferência começou com um workshop da Play.

A Play mostrou dados de uma pesquisa que identificou o comportamento de
meninos e meninas frente a várias categorias de produtos.

Embora tenham enfatizado que a segmentação do público infantil não
possa ser feita apenas com base na idade, identificaram alguns
comportamentos ao longo dos estágios de desenvolvimento da criança:
– 3 a 5 anos: egocêntricos – querem tudo, repetem o que gostam, sua atenção é voltado a algo de muito destaque, têm uma única verdade;
– 6 a 8 anos: emergentes – acham que podem tudo, gostam de novidades, acumulam objetos (pois representam mais poder);
– 9 a 12 anos: balança – precisam do produto pelo senso de
pertencimento, perguntam aos amigos antes de comprar, são mais críticos
e consideram os produtos mais descartáveis, adotam um consumo
político/disseminador.

No workshop feito, levaram crianças para que aprovassem conceitos de
produtos desenvolvidos pelo público (adulto) da conferência. Foi uma
boa simulação do processo de pré-teste, que as empresas podem utilizar
para aumentar suas chances de sucesso em lançamentos.

Luiz Felipe, da Giovanni+Draft FCB, falou de tendências comportamentais das crianças e de ações promocionais online que podem dar bons resultados com esse público. Um case citado foi o da Hello Kitty Online, que tem blogs, seção de downloads, jogos, etc. Outro case citado foi a ação online para os refrigerantes Mini Schin.

A Marília Figueiredo, da Henkel, mostrou um conjunto de ações promocionais para as colas Pritt, um produto de venda sazonal. As ações incluem materiais para ponto-de-venda, TV, revistas, internet, escolas, distribuição de adesivos e participação em feira de artigos para papelarias.

A Luciana Babos, da Leo Burnett, falou dos veículos de comunicação que as crianças mais utilizam:
– TV aberta: 99%
– Revistas: 69%
– Internet: 32%
– Jornais: 29%
– TV paga: 23%

Segundo uma pesquisa apresentada, os assuntos que mais interessam aos meninos (principalmente entre 8 e 12 anos) são carros, futebol, competições e esportes. Já as meninas se interessam por gente famosa, ecologia/meio-ambiente, música, atualidades, cinema, TV e humor.

Os meninos têm um grande poder de decisão sobre produtos como brinquedos (63%) e tênis/calçados (62%). As meninas decidem fortemente sobre guloseimas (65%), tênis/calçados (63%) e brinquedos (62%).

Carlos Eduardo, da Golden Goals, falou do caso do Milan Junir Camp no Brasil. É uma colônia de férias para fãs do clube de futebol italiano Milan.

Um ponto interessante destacado é que o Milan se vê como uma empresa de entretenimento. Como as receitas dos clubes vêm de aspectos que dependem direta ou indiretamente da existência de uma grande torcida (ingressos, produtos licenciados, direitos para transmissão dos jogos pela TV e anúncios nos clubes), as ações de marketing priorizam a formação de torcedores (que se definem na infância).

O clube fatura 10 milhões de euros em licenciamento da marca.

A Juliana Flores falou sobre o caso Sustagen.

Como ações promocionais, investiram muito em degustações e materiais de ponto-de-venda diferenciados por canal. Também utilizaram cupons promocionais distribuídos em escolas e supermercados.

O aumento do faturamento em 2008 foi de 30%.

Noel Gladstone, da Viacom/Nickelodeon, falou da relação das crianças com a tecnologia.

Uma pesquisa da empresa identificou alguns perfis comportamentais:
– emplogados: 43%
– usuários: 35%
– caçadores de status: 15%
– não interessados: 7%

Entre vários países pesquisados, o Brasil é um dos que as crianças são mais interessadas em tecnologia.

Algumas motivações para as crianças brasileiras usarem a tecnologia são: ajudar a manter a sua rede de relacionamentos, ser popular e se expressar (criando e compartilhando conteúdo).

Entre as crianças usuárias de sites de relacionamento, foi identificado que:
– 64% criam conteúdo
– 52% enviam conteúdo
– 23% apenas visitam

Os veículos e meios mais usados para ações promocionais são internet, celular, games, parcerias, eventos ao ar livre, promoções via TV e revistas.

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