A indústria do junk food precisa se reinventar

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Junk food (“comida lixo”, numa tradução literal do inglês) é uma expressão pejorativa para “alimentos com alto teor calórico, mas com baixos níveis de nutrientes”.

O problema da comida tipo junk food é que ela é bonita e apetitosa. Dá vontade de comer, e muito.

A primeira dama americana Michelle Obama, lançou campanha nos EUA contra a obesidade infantil, pedindo às empresas do setor que tirem seus produtos das escolas – 1 em cada 3 crianças americanas estão acima do peso.

Algumas empresas tentam se adaptar aos novos tempos, como é o caso da Pepsico, cuja presidente Indra Nooyi anunciou metas de melhoria nutricional de seus produtos com redução das taxas de sal, açúcar e gordura até 2020.  “Precisamos ser vistos como uma das empresas-símbolo da primeira metade do século 21, um modelo na condução de negócios no mundo moderno”, diz Indra.

A Pepsico criou o cargo de vice-presidente mundial de pesquisa e desenvolvimento, atualmente ocupado por Mehmood Khan, um respeitado médico endocrinologista especialista em nutrição e diabetes.

No Brasil em parceria com a Embrapa, a Pepsico estuda sementes com mais ferro e vitaminas. No Texas,  desenvolveu um sal que absorve mais facilmente na boca, reduzindo o uso em 25% para obter o mesmo sabor. “Pesquisas mostram que as pessoas estáo dispostas a escolher os alimentos mais saudáveis desde que náo sintam que estão perdendo nada em questao de sabor.”

A indústria do junk food precisa se modernizar para se manter próxima do seu consumidor – difícil é encontrar o equilíbrio entre os investidores que buscam retorno financeiro rápido, o bom senso e as exigëncias do homem moderno em prol de uma alimentação mais saudável, principalmente para as crianças ainda em fase de desenvolvimento.

Fonte: Revista Exame – ano 44 / edição 966 / 21/4/2010.

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