Gameterapia chega ao Brasil

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Há 2 anos começou no Canadá um movimento que utiliza os videogames em novas aplicações na Medicina – como auxiliar nas sessões de fisioterapia para recuperação de lesões, reabilitação e para emagrecimento.

É a gameterapia. Os profissionais de saúde dizem que dá para fazer tudo isso brincando. A recuperação e o exercício físico ficam muito mais divertidos, e o tratamento funciona bem melhor.

Há algum tempo atrás os jogos eletrônicos eram considerados vilões da forma física, pois estimulavam a pouca movimentação, já que bastava ficar sentado e fazer alguns cliques no controle. Agora, viraram aliados de quem procura melhorar o condicionamento físico e a saúde, quando não se adapta a nenhuma atividade como natação, musculação e ginástica.

Em alguns jogos, a pessoa na frente do computador se transforma em avatar, que para ganhar pontos precisa reproduzir fora da tela alguns movimentos como rebolar ou saltar.

O primeiro game de ajuda a crianças e jovens foi Re-mission, criado pela ONG HopeLab na Califórnia. O Wii Fit (Nintendo) é um dos jogos mais usados nos hospitais de todo o mundo – tem 48 exercícios, orientados por um treinador virtual, para a tonificação de músculos, atividades aeróbicas, ioga e treinos de equilíbrio. Outro jogo que promove bons exercícios físicos é o Eye Toy do Playstation 2 (Sony).

Jogos virtuais como beisebol, ajudaram crianças com fibrose cística (doença pulmonar genética crônica que causa excesso de secreção nos
pulmões e pneumonias de repetição) a melhorar sua capacidade pulmonar, fortalecer a musculatura do tórax e elevar a
auto-estima.

O equipamento pode ser usado em casa, mas é fundamental ter a orientação de um médico ou profissional qualificado para o sucesso do tratamento, para saber a quantidade certa de sessões e evitar que os movimentos realizados de forma errada provoquem novas lesões.

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O desenvolvimento de jogos para crianças que estimulem interatividade e a movimentação pode ser um importante aliado no combate a doenças como obesidade infantil, hipertensão dentre outras doenças crônicas, contribuindo para melhora da qualidade de vida de nossas crianças e adolescentes.

Fonte: Globo.com – 09/03/2010

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