Exportações de calçados infantis se mantêm na América Latina

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As indústrias de calçados têm sacrificado o que podem para não sofrer tanto com o dólar em baixa e com a “invasão chinesa” no setor. O mercado não tem absorvido os repasses e muitos contratos têm se perdido. Apesar das dificuldades, muitas indústrias estão conseguindo manter seus embarques nos mesmos patamares do ano passado. É o caso das indústrias de calçados infantis Bical e Bibi.

Medidas como a pulverização dos embarques e o contato direto com os clientes, sem o intermédio de distribuidores são algumas das saídas encontradas. “Tentamos diversificar os mercados para relevar as perdas. Trabalhamos com 74 países e nos preocupamos em atender às preferências de cada clientela”, revela o gerente de exportação da Bical Silton Freire, ressaltando que os chilenos, por exemplo, são parecidos com os europeus e apreciam a sobriedade mesmo nos calçados para crianças.

A Bibi também trabalha com um mercado diversificado – são mais de 60 países – e acredita que trabalhar diretamente com o cliente é a principal alternativa para reprimir prejuízos. “As empresas mais prejudicadas com a questão do dólar são as que estão muito voltadas para a distribuição em grandes volumes. Nossa alternativa para os mercados orientais está sendo a adoção de novas estratégias de canais de distribuição, baseadas principalmente na inovação de produtos”, explica o executivo de vendas Rodrigo Matos, responsável para as exportações para mercados como África, Ásia, Oceania e América do Norte.

Lançando novas coleções a cada dois ou três meses, a Bibi tem trabalhado forte para fortalecer sua marca, a fim de agregar mais valor a seus produtos e diminuir a importância do preço na hora de negociar. No ano passado, a empresa gaúcha de Parobé atingiu um recorde de exportações destinando 1 milhão de pares para o mercado internacional. Estes bons índices, entretanto, não significam que a indústria não esteja perdendo e muito com a baixa cotação da moeda norte-americana.

Os embarques estão sendo mantidos nos mesmos patamares do ano passado para a Bibi. Na América Latina, entretanto, os números seriam positivos se não fossem as quedas nos embarques para a Argentina, ocasionados, principalmente, pelas travas que o governo do país vizinho impôs aos calçados brasileiros desde setembro do ano passado.

No primeiro quadrimestre, a Venezuela, por exemplo, aumentou em 38% suas compras de calçados na Bibi em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo a gerente de exportações Andréa Kohlrausch, ações de marketing na TV venezuelana estão repercutindo agora e a empresa está conquistando novos lojistas no país de Hugo Chávez.

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