Empresas de brinquedos mudam de estratégia

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Os eletrônicos estão fazendo cada vez mais a cabeça da garotada. “As meninas de hoje crescem mais rápido. Mal fazem 10 ou 11 anos e já sentem vergonha de brincar de boneca. Querem presentes mais adultos”, explica o diretor de marketing da Estrela, Aires Fernandes. Essa mudança de comportamento força empresas como a Estrela a se adaptarem ao que quer o exigente consumidor mirim.

Uma amostra do que vem ocorrendo nesse filão pode ser verificada durante a Abrin, feira do setor ocorrida no mês passado. Entre brinquedos e jogos, um aparelho de MP4 com estampas da boneca Susie.

Levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) mostra que, de tanto pedirem telefones celulares de presente, as crianças diminuíram em 4% a venda de brinquedos no País entre 2004 e 2005.

CARONA – Pegando carona no “fenômeno”, a Estrela, além de lançar o MP4 mirim este ano, adaptou jogos clássicos do passado, como “Banco Imobiliário”, “Jogo da Vida” e “Detetive”, para o público infantil. É possível, por exemplo, jogar “Banco Imobiliário do Bob Esponja” e comprar terrenos com a casa do Lula Molusco ou do Sirigueijo.

“Jogos de tabuleiro têm ar de produto para pessoas mais velhas. Quando incluem personagens infantis, atraem a atenção das crianças”, diz Fernandes. Ainda há jogos com os Simpsons, Homem-Aranha e personagens da Disney.

Já a Gulliver tenta, além das crianças, atrair o público adulto – como uma maneira de vender mais brinquedos. “Temos bonecos colecionáveis”, diz o diretor comercial da empresa, Paulo Benzatti. A Gulliver, tradicionalmente, licencia personagens do cinema e lança coleções de bonecos – Homem-Aranha, Shrek e Piratas do Caribe devem corresponder a 30% das vendas da empresa este ano. “Adaptamos os personagens para várias faixas etárias.”

O Homem-Aranha, por exemplo, foi lançado na versão pelúcia, boneco articulado, boneco colecionável… “E, todos os anos, renovamos de 70% a 80% de todas as linhas para mantermos a atenção das crianças.”

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