Criatividade faz a diferença no mercado de ovos de Páscoa

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Produtos diferenciados podem alavancar vendas para os pequenos

As grandes marcas mostram os caminhos para quem começa no setor: é preciso criar embalagens e sabores diferentes num mercado bem competitivo.

Assim que acaba a Quarta-feira de Cinzas, os consumidores começam a pensar na Páscoa. E entre os pequenos empresários que gostariam de entrar nesta área, muitos já questionam se há vantagens na produção e comercialização de ovos de Páscoa. Por suas características de sazonalidade e grande competitividade, são recomendados alguns cuidados: criatividade e investimentos em produtos diferenciados e de qualidade. Mas, sem dúvida, trata-se de um mercado em expansão.

Segundo Martinho Paiva Pereira, vice-presidente de Comunicação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), a Páscoa é o segundo maior evento do ano, ficando atrás apenas do Natal para o comércio de alimentos. No ano passado, foram comercializados 20,4 mil toneladas de ovos de Páscoa, e a projeção para este ano é de um crescimento de pelo menos 5%, como foi em 2006.
“Mas, é um período curto de vendas. Por isso, logo após o Carnaval, os estabelecimentos já começam a colocar artigos de Páscoa à venda. A princípio, geram a venda por impulso de produtos menores, como ovinhos e coelhinhos. Depois existe a compra programada do cliente, que é realizada mais próxima à data”, explica Pereira.

O mercado de ovos de chocolate é acirrado entre as grandes marcas. E por isso, a cada ano o produto ganha incrementos — como novas e lindas embalagens, surpresas dentro do ovo, e sabores diferentes, entre outros — e as empresas criam estratégias de vendas.

“Os ovos que são de personagens têm uma grande procura, e por isso algumas lojas buscam licenciamentos exclusivos. Assim, quem quer presentear com o ovo de um determinado personagem só vai encontrá-lo no local que tem licença para vender a marca”, diz.

Martinho conta que outra estratégia que tem dado bons frutos é a inclusão de brinquedos dentro do ovo de chocolate. “As vendas desse produto crescem assustadoramente. Acredito que uns 30% em relação aos outros”, afirma.

Modelo das grandes
Segundo Arivaldo Hallgren, consultor do Sebrae, as empresas menores devem se espelhar nas grandes e também criar incrementos. “Os pequenos não possuem os mesmos recursos, mas devem procurar inovar para conseguir uma fatia do mercado”, diz.

João Abdalla Neto, também consultor do Sebrae, é da mesma opinião: o mercado é receptivo e aberto às novidades. “Os pequenos devem ter um diferencial e divulgar em que se diferem para seus clientes. O consumidor tem de perceber que o produto é diferente. Um chocolate artesanal já é diferenciado. E, tendo valor agregado, se valoriza ainda mais”, acrescenta.

Ele acredita também que é importante para o pequeno produtor fazer uma análise do mercado, investigar a concorrência, estabelecer o público que pretende atingir e qual o investimento será necessário fazer. Hallgren afirma que para aqueles que já estão no mercado fabricando chocolates, não é necessário destinar grandes recursos, uma vez que irão trabalhar com produtos derivados da mesma matéria-prima.

Fonte: DCI

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