Crianças influem fortemente nas decisões de compra

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Embora deixados muitas vezes em casa, para evitar pressões e gastos desnecessários, os filhos determinam cada vez mais os padrões de consumo dos pais, principalmente na ida ao supermercado. É o que revela pesquisa realizada pela TNS InterScience, empresa especializada em pesquisas Ad-Hoc (feitas sob encomenda). O estudo mostra um aumento crescente da influência de crianças e pré-adolescentes nos produtos adquiridos pelos adultos.

Realizada nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, junto a 1.500 mães (de 18 a 44 anos, das classes A, B, C e D), de crianças e adolescentes com idades entre dois e 14 anos, a pesquisa constatou que 23% do valor gasto pelas famílias com as compras de supermercado são destinados ao consumo dos filhos. Na decisão de compra de produtos alimentícios e marcas destinadas a elas, as crianças respondem por 36%, independentemente de acompanharem as mães ao supermercado. Do total da amostra, a maioria (57%) não levam as crianças ao supermercado, mas 61% dos filhos ”encomendam” produtos e 32% pedem pela marca.

Em levantamento feito pela empresa em 2000, 71% das crianças e adolescentes influenciavam fortemente as compras familiares. Em 2005, de acordo com o resultado da pesquisa, esse percentual aumentou para 82%. ”Hoje, principalmente entre as classes mais altas, o momento de consumo é determinado pelo desejo da criança ou dos pais”, analisa Ivani Rossi, diretora de Planejamento da TNS InterScience. O mesmo movimento se reflete em relação à escolha das marcas – que tende a crescer num futuro próximo. ”Há dez anos esse percentual era de apenas 18%, agora passou para 45% e em menos de cinco anos será de 53%”, compara a diretora.

Ao identificar os aspectos emocionais na conduta dos pais e o perfil do consumidor infantil, esse estudo aponta para a importância crescente das crianças no ponto-de-venda. As empresas que atendem a esse segmento, portanto, têm como desafio atrair a atenção dos filhos com produtos ou situações mais próximos de seu universo, sempre em respeito ao consumidor, seja ele adulto ou criança.

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