Crianças decidem 45% do consumo das famílias

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São consumidores indiretos, pois não efetuam aquisições, mas as crianças são responsáveis pela decisão de 45% das compras das famílias. E quem pensa que apenas influenciam as escolhas dos produtos infantis está muito enganado.

As crianças decidem o modelo dos automóveis em 18% dos casos, o destino das férias em 40% e a marca e o sabor dos iogurtes em 70%, revelou um estudo do Instituto da Infância francês, citado pelo jornal espanhol La Vanguardia.

Em Portugal, os dados do Fórum da Criança sustentam que as crianças ajudam a decidir os locais para comer fora (81%), os aparelhos de telefone celular (49%), computadores (37%), automóveis (49%) e a operadora de celular (30%).

De acordo com a Mitel International, 20% das vendas do mercado de luxo têm hoje como destino final os mais jovens. Áreas tradicionalmente não ligadas às crianças, como a tecnologia e a cosmética, oferecem cada vez mais produtos infantis.

As percentagens são naturalmente mais elevadas nos produtos para uso pessoal, como a roupa, o calçado ou os acessórios. Também a comida, como os cereais matinais e as guloseimas, gira em torno das preferências das crianças. As estatísticas comprovam que uma criança com sete ou oito anos tem os seus gostos bem definidos e reconhece as marcas da maioria dos produtos que consome.

Conscientes da importância das crianças nas compras, os “maqueteiros” desenvolvem estratégias específicas para captar a sua atenção. Segundo Marina Petrucci, diretora da Apeme, empresa de estudos de mercado, “o consumo em grupo deve fazer parte da mensagem da marca, mas é fundamental ter em conta aspectos que interessam à criança, como os esportes ao ar livre ou os animais” (que todas as crianças têm ou querem ter).

As oportunidades para o marketing infantil são inúmeras, já que antes de saberem ler as crianças são capazes de reconhecer não só as marcas, como também as embalagens.

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