Confira as dicas do Procon para a escolha de brinquedos

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As dicas abaixo são dirigidas aos consumidores, mas devem ser observadas cuidadosamente pelos fabricantes e lojas de brinquedos.
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BRINCAR É IMPORTANTE E NECESSÁRIO

O brinquedo é um instrumento que contribui para a descoberta do universo que cerca toda criança, ajudando a desenvolver sua criatividade e capacidade de percepção. Portanto, a escolha de um brinquedo exige alguns cuidados e deve levar em consideração o gosto, o interesse, a habilidade e a limitação da criança.

A ESCOLHA MAIS ADEQUADA

Conforme a idade, a criança vivência um universo e sonhos distintos. Assim, o ideal é optar por um brinquedo que seja mais adequado ao seu desenvolvimento. Prefira os mais educativos, capazes de estimular a sua coordenação motora, a inteligência, a afetividade e a socialização.

Até os 9 meses – é a fase em que as crianças vão, pouco a pouco, descobrindo a cor, o som e a forma das coisas. Os brinquedos devem ser leves, resistentes, sem quinas ou pontas, antialérgicos, ter sons agradáveis e não soltar tinta.

Dos 9 aos 12 meses – as crianças que engatinham gostam de pegar tudo que vêem. Aproveite essa fase para que elas conheçam diferentes materiais, oferecendo objetos de tecido, borracha, plástico, madeira etc.

1 ano – as habilidades manuais e corporais devem ser desenvolvidas. Pode-se dar às crianças brinquedos de encaixe, abre-fecha, de empurrar ou que estimulem a coordenação motora das mãos: pegar, apertar, arremessar etc.

2 anos – aproveite as habilidades manuais já desenvolvidas e a curiosidade própria dessa fase para oferecer brinquedos que possibilitem múltiplas combinações (jogos com peças de montar).

De 3 a 5 anos – é a época do “faz-de-conta”. Opte por brinquedos que estimulem a fantasia e a criatividade das crianças, como bonecos, fantoches, livros de história, tudo que permita a dramatização do que vêem no dia a dia.

De 5 a 7 anos – as brincadeiras em grupo passam a ganhar importância. Brinquedos que integrem as crianças ao ar livre e que estimulem a competição são indicados nesse período.

De 7 a 9 anos – os jogos de raciocínio e memória adaptam-se às crianças que dominam sua capacidade motora e inventam regras. São os jogos de visualização, os quebra-cabeças, os jogos de regras simples.

De 9 a 12 anos – nessa fase as crianças já têm “vontades”: querem atividades com regras mais complexas. Procure saber ou se informar sobre a preferência ou tendência da criança, antes de comprar, por exemplo, um violãozinho quando ela adoraria um jogo eletrônico.

CUIDADOS NA HORA DE COMPRAR

Ao adquirir um brinquedo, lembre-se: pesquisa é fundamental. Os preços costumam variar bastante de um lugar para outro. Verifique o mecanismo de funcionamento (fricção, bateria, pilha), considerando os custos que cada uma das opções representa.

Examine o brinquedo. A Lei Estadual nº 8124/92 determina que as lojas mantenham amostras de jogos e brinquedos sem lacre, abertos para que possam ser testados pelo consumidor.

Todo produto deve trazer informações adequadas e claras sobre suas características, qualidades, quantidade, origem, composição, preço, prazo de validade, garantia, entre outros dados, bem como sobre os riscos que possam apresentar à saúde e segurança do consumidor.

Verifique, na embalagem de brinquedos, os seguintes dados:

– a faixa etária ou idade a que se destina;

– a identificação do fabricante (nome, CGC, endereço);

– nº de peças ou regras de montagem, quando for o caso;

– as instruções de uso e de montagem (quando for o caso) que deve estar escrito em linguagem clara e objetiva, em língua portuguesa e com ilustrações;

– eventuais riscos que possam apresentar à criança;

– selo de segurança fornecido pelo INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), indicando se o produto foi fabricado e comercializado de acordo com as normas técnicas em vigor, juntamente com o selo de um órgão credenciado para testar sua qualidade (IQB, Falcão Bauer).

Não compre por impulso. Nem sempre produtos “da moda” são os mais adequados. Sempre que possível, deixe que a criança participe da seleção e compra do brinquedo.

BRINCAR COM SEGURANÇA

A questão de segurança merece toda atenção. É comum crianças precisarem de cuidados médicos devido a ferimentos acidentais provocados por brinquedos. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a proteção da vida, saúde e segurança contra riscos provocados por produtos é um direito básico do cidadão.

Produtos que não apresentam o selo de certificação do INMETRO, não foram testados quanto aos riscos que podem oferecer à criança, podendo ocasionar sérios acidentes (intoxicações, choques elétricos, perfurações etc.) ou serem prejudiciais à saúde (causar alergias, por exemplo).
Produtos importados devem apresentar as mesmas informações exigidas para produtos nacionais, em língua portuguesa, bem como o selo de certificação do INMETRO. Atenção! Existem produtos com este selo falsificado por contrabandistas. Na dúvida ou verificando a ausência do selo, denuncie ao IPEM (Instituto de Pesos e Medidas), órgão responsável pela fiscalização em São Paulo.

Embora muitas vezes os brinquedos comercializados por ambulantes tenham um preço menor, podem trazer sérios problemas. O produto pode não estar de acordo com as normas de qualidade e segurança, expondo a criança a riscos, além de não ser fornecida nota fiscal ou qualquer informação sobre sua origem.

Saiba que …

– brinquedos com ruídos excessivos podem causar sérios danos à audição;

– produtos com cheiros e formas que imitem alimentos podem levar a criança a engoli-los;

– fantasias e máscaras não podem ser fabricadas com material de fácil combustão (exemplo: papel de celulóide);

– tecidos que fazem parte da constituição de um brinquedo devem ser laváveis, com instruções de uso e etiqueta indicando sua composição.

Brinquedos compostos por materiais que se quebram facilmente, ou que possuam cordões longos, partes pontiagudas, cantos afilados devem ser evitados.

Na escolha de brinquedos para menores de 3 anos, evite aqueles que possuem peças muito pequenas que possam ser engolidas ou aspiradas. As embalagens não devem conter grampos, pregos ou parafusos.

PUBLICIDADE

Com o objetivo de atrair o público infantil, inúmeros anúncios se utilizam de forte apelo publicitário, veiculados em rádio, tevês jornais, revistas, folhetos etc. Ao comprar o brinquedo, confira se todas as informações contidas nestes anúncios são verdadeiras. Elas fazem parte da oferta e devem ser cumpridas.

O Código de Defesa do Consumidor e os seus direitos

O Código de Defesa do Consumidor assegura a garantia legal de 90 dias para produtos duráveis (nacionais ou importados). Caso o fornecedor ofereça garantia contratual, que é opcional, esta deverá ser dada por meio de documento escrito (Termo de Garantia), juntamente com a relação da rede de assistência técnica credenciada. O Termo de Garantia deve esclarecer:

– no que consiste a garantia;

– qual o seu prazo;

– qual o lugar e a forma que deve ser exigida;

– que a garantia não cobre.

Entretanto, caso o brinquedo apresente vícios aparentes (problemas), nesses 90 dias, reclame junto ao fornecedor. Se o problema não for resolvido em um prazo máxi
mo de 30 dias você tem o direito de exigir, alternativamente e à sua escolha: a substituição do produto por outro; a devolução do valor pago, monetariamente atualizado; ou, o abatimento proporcional do preço.

Compras feitas por telefone, catálogo, reembolso postal ou fora da loja dão ao consumidor o direito de arrependimento (desistência) em um prazo de 07 dias, contados da data de compra ou do recebimento do produto.

A criatividade e a imaginação da criança devem ser sempre respeitadas. É esta capacidade que permite a ela transformar soldadinhos de chumbo em robôs, vídeo-games em discos voadores ou varinhas de condão em espadas de raio laser, improvisando sempre, seja diante de brinquedos mais simples ou até mesmo dos mais sofisticados. Independente do brinquedo ou de qualquer transformação tecnológica, brincar será sempre o mais importante. É brincando que a criança se prepara para a vida, desenvolve habilidades e valores para toda a vida.

Exija sempre a nota fiscal, tíquete do caixa, recibo ou equivalente. É um direito seu e um dever do fornecedor.

Fonte: Fundação Procon SP – www.procon.sp.gov.br

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