Animação nacional conquista espaço na TV

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O mercado de animação brasileiro anda a passo de papa-léguas. É a opinião de Cesar Coelho, diretor do Anima Mundi, que percebeu o momento fértil do setor e reunirá os produtores nacionais para o fórum do festival, que começa na próxima quarta (15/07), apenas no Rio.

“No princípio do Anima Mundi a gente promovia esse tipo de encontro, mas nunca com convidados locais, porque a produção não existia. Nesta edição, resgatamos o projeto e só com séries brasileiras. É um momento histórico, que reflete a conquista de mercado”, diz.

Sete seriados já têm contratos de exibição –alguns deles também englobando canais internacionais. A ideia é discutir os casos de sucesso para entender o que funciona e viabilizar outras parcerias com distribuidores estrangeiros.

Também de olho nisso, Coelho criou o Anima Business, em que um comitê internacional avalia projetos interessados em coprodução ou distribuição lá fora (inscrições em www.animamundi.com.br).

Andrés Lieban tem dois desenhos já comprados: “Quarto do Jobi” é curto, com um minuto de duração, e veiculação na TV Rá-Tim-Bum e na TV Brasil; mais longa, com 52 episódios de 11 minutos cada um, “Meu Amigãozão” vai passar na TV Brasil e no Canadá, que é coprodutor da série. A parceria permite utilizar os fundos de incentivo estrangeiros.

Lieban vê potencial para crescer, mas acha que o Brasil ainda está se estruturando e precisa criar uma indústria. “A forma artesanal não seduz o investidor. Então ainda é preciso um empurrão governamental. Acho que o mercado demanda novos estilos. A produção autoral daqui vem a calhar.”

Coelho faz coro: “O mercado é cruel, mas a gente tem uma cultura antropofágica, que permite passar os programas em outros países. Tem grande trânsito essa absorção de conteúdo que fazemos”.

A produção é essencialmente infantil, porque é a faixa etária de maior consumo. Por outro lado, é também onde tem mais concorrência atualmente.

A série “Peixonauta”, hoje líder no horário no Discovery Kids, montou o projeto em 2004. Os autores, Kiko Mistrorigo e Célia Catunda, demoraram dois anos para fechar o contrato. É o primeiro projeto do canal na América Latina.

Veja a matéria completa aqui.

Fonte: Folha de S. Paulo – 12/07/09

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