Agora, a decisão é das crianças

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As crianças já não se contentam apenas em influenciar na decisão de compra dos pais – cada vez mais, elas estão tomando as decisões por conta própria. É o que mostra a pesquisa “Kids Experts”, realizada pelo canal de tevê a cabo Cartoon Network com 1,2 mil crianças de 6 a 11 anos, de ambos os sexos. “Elas já são o maior termômetro das mudanças no setor de consumo, principalmente no que diz respeito ao mercado tecnológico”, define João Matta, professor de marketing infantil da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM-SP). Dos cerca de 600 meninos consultados, 47% fazem compras sozinhos – embora com o dinheiro de pais ou parentes; outros 39% adquirem os produtos com o dinheiro que ganham de mesada; a apenas 18% pedem que os pais façam as compras. Entre as meninas, a constatação se repete: 46% compram com dinheiro de terceiros, 35% com a própria mesada e somente 19% são consumidoras indiretas. “Elas saíram da passividade e se tornaram consumidores ativos”, resume Marcelo Heidrich, presidente da Ponto Brand Promotion.

A crescente pro-atividade é atribuída ao maior volume de informações às quais as crianças têm acesso. “Desde pequenas, elas conhecem o que comprar, que produtos e quais marcas”, comenta Matta, da ESPM. Na lista de compras preferidas, conforme o levantamento, estão produtos como aparelhos de MP3 e vídeo-games. “Hoje, elas são os pequenos consultores dos pais quando o assunto são os bens mais industrializados. Por isso, empresas desse segmento precisam estar atentas ao comportamento dessas crianças”, acrescenta Matta.

Dados levantados pela agência de marketing paulista Ponto Brand Promotion mostram que o hábito de comprar está incorporado na rotina infantil. Grande parte das crianças alega “gostar muito” de ir às compras com a família. A Kids Expert também comprova essa evidência: 61% das meninas e 43% dos meninos disseram “adorar” ir ao shopping com os pais. Os espaços favoritos são os cinemas, lojas de brinquedos e de vídeo-games. “As crianças deveriam ser levadas mais a sério nos planos de marketing, porque elas demonstram o padrão de consumo do futuro. É preciso aprender a vender para esse público”, analisa Heidrich. Hoje, 41% das crianças entre 6 e 11 anos dizem não gostar dos comerciais veiculados na televisão.

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